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Economia e Mercado

Frio dos EUA faz do casaco sinal de status

Reprodução
Mulher usa casaco premium ao caminhar sob a neve

Publicado em 31.01.2019, às 6:28 am

Temperaturas negativas parecidas com as do Ártico, que nesta semana atingiram -46 °C em Chicago, extrapolaram as vendas de casacos premium para um público muito mais amplo do que os amantes de esportes de inverno. Afinal, executivos, advogados, comerciantes, agentes do mercado financeiro, profissionais liberais, todos precisam encontrar uma roupa adequada para conseguir sair de casa. O vórtice polar que atinge o Meio-Oeste dos Estados Unidos faz das jaquetas puffers um item de primeira necessidade e, ao mesmo tempo, símbolo de status. Os modelos de luxo chegam a custar R$ 12.000.

Como bem resumiu o vice-presidente da rede de lojas Bloomingdales, Brooke Jaffe: “Para muitas pessoas, especialmente em cidades como Nova York, seu casaco é como se fosse seu carro. Precisa funcionar bem, mas também precisa ser bonito”.

Chicago registrou -46 °C, efeito do vórtice polar que atinge os EUA

Duas marcas disputam o posto de Ferrari dos casacos, a francesa Moncler e a Canada Goose, ambas criadas nos anos 1950 e que dispararam em valor de mercado nos últimos anos. A Moncler, que vendia 45 milhões de euros em 2003, passou a vender 489 milhões de euros em 2012, segundo a Reuters. A jaqueta mais em conta no site custa R$ 1.764, e as marcas já apostam em outros itens como cachecóis, tênis e mochilas, além de ações na Bolsa de Valores.

A tecnologia das roupas aliada ao marketing e à onda de baixas temperaturas transformaram os casacos premium em objeto de desejo. Mesmo custando caro, não são vistos como um gasto, mas como investimento estratégico na era das mudanças climáticas.

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