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Arte e cultura

Os dez mais lidos do Esquina em 2018

Januprasad/Unsplash
Pessoa segura haste com faíscas que brilham, tradição de ano novo

Publicado em 28.12.2018, às 6:31 pm

Iniciamos nossa contagem regressiva para o fim de 2018 com os dez textos mais lidos do site ao longo do ano. Na primeira posição, a crítica ao ensino da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP feita pela estudante e velejadora Tamara Klink. Na lista há ainda notícias e reflexões sobre urbanismo, patrimônio, mobilidade, economia e desenvolvimento imobiliário. É uma boa mostra de um ano cheio de boas histórias e de colaborações incríveis dos nossos colunistas, profissionais que lidam com o tema das cidades das maneiras mais diferentes. Boa leitura, boas festas e um ano novo cheio de assuntos bacanas para nos vermos ainda mais por aqui!

Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP

 

1. Oito coisas que ninguém te conta sobre estudar arquitetura na FAU-USP

Por Tamara Klink

A Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (e Design) da Universidade de São Paulo é uma das faculdades mais prestigiadas do país, mas com certeza não é um lugar perfeito e, muito menos, sem problemas. Como estudante do quarto ano de graduação em arquitetura, venho contar para um jovem interessado, minha experiência na faculdade do campus de São Paulo. A minha visão não é a única, e outras faculdades podem ter semelhanças e diferenças. De todo modo, espero com este texto ajudar outras pessoas a encontrar seu caminho. Continue lendo

 

Victor Hugo Mori

Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande, no Guarujá / Foto Victor Hugo Mori

 

2. Dois monumentos de SP candidatos a patrimônio da humanidade

Por Ana Marta Ditolvo e Haroldo Gallo

O IPHAN, Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, está preparando para a UNESCO, Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, uma nova candidatura de bens brasileiros declarados como Patrimônio Mundial. O marco legal dessas declarações é a Convenção de 1972 da UNESCO, a partir da qual a lista dos bens gerida pelo Centro Internacional de Estudos para a Conservação e Restauro de Bens Culturais – ICCROM, pelo Conselho Internacional de Monumentos e Sítios – ICOMOS e pela União Internacional para a Conservação da Natureza – IUCN, vem evoluindo e crescendo. Continue lendo

Taton Moise / Unsplash

Táxi amarelo em Nova York

 

3. Onda de suicídio de taxistas deixa Nova York em alerta

Por Esquina

Até pouco tempo atrás, ser taxista em Nova York era a porta de entrada de pessoas sem ensino superior para a classe média. Se trabalhassem duro, esses motoristas — a maioria deles imigrantes sem muitas opções de trabalho — conseguiriam obter renda suficiente para mandar os filhos para a faculdade, pagar o aluguel de uma casa decente e ainda garantir uma aposentadoria. Mas, desde a chegada de aplicativos como Uber, Lift e outros, o destino destes profissionais é cada vez mais incerto. A angústia é tanta que seis deles cometeram suicídio apenas no último ano. Deprimidos, relataram em bilhetes ou a pessoas próximas o desespero de se verem em um beco sem saída, ganhando cada vez menos, cheios de dívidas e sem perspectiva de se aposentar um dia. Continue lendo

 

Reprodução

Rio de Janeiro

4. “Arquitetos devem estar atentos à disparidade”, diz presidente da UIA

Por Mariana Barros

No início deste mês, o presidente da União Internacional de Arquitetos (UIA) Thomas Vonier, a principal instituição global da categoria, visitou o Brasil para acompanhar os preparativos para a UIA2020. O evento, realizado a cada três anos, terá sua próxima edição no Rio de Janeiro em 2020, quando arquitetos do mundo todo virão ao Brasil discutir a prática e os desafios profissionais da arquitetura. Com membros de 124 países, a UIA representa 1,3 milhão de arquitetos mundo afora. Vonier, que é americano e cujo trabalho se divide entre Paris e Washigton, assumiu a presidência da entidade em setembro do ano passado, para um mandato de três anos. Ele já era membro do Royal Institute of British Architects e do American Institute of Architects (AIA), tendo fundado o AIA Continental Europe (braço europeu do instituto americano) e ocupado postos importantes dentro na própria UIA. Continue lendo

Reprodução

Edifício em Zurique do arquiteto Manuel Herz


5.
Milionária reclusa que só fala por fax encomenda prédio que dança

Por Esquina

Em Zurique, um novo edifício vem chamando a atenção não pela forma, mas pela coreografia. Com balcões que se abrem e se fecham, o prédio parece estar dançando. Quando fechado, é um cubo metálico bege opaco. Mas pode ganhar balcões multicoloridos de alumínio e aço que surgem como pétalas se abrindo.

A obra, batizada de Ballet Mécanique, ou balé mecânico, é projeto do arquiteto suíço Manuel Herz para uma cliente misteriosa. Foi encomendado por Katrin Bechtler, uma herdeira têxtil reclusa que se só comunica com o mundo exterior por fax. Mesmo hoje, em 2018, seu site não exibe número de telefone para contato, apenas de fax. Continue lendo

 

 

Fabio Motta/ Estadão


6.
Como foi criado o Piscinão de Ramos, que completa 16 anos

Por Procópio Gomes de Oliveira Netto

“O dia está maravilhoso, eu vou vestir o meu calção, curtindo esse sol gostoso, eu vou lá pro Piscinão (…)”. Este trecho da música do irreverente sambista Dicró, morto em 2012, fez muito sucesso no Rio de Janeiro, no Brasil e com meu falecido avô, Procópio Gomes de Oliveira, engenheiro, que dava gargalhadas ao ouvir o jocoso álbum Dicró no Piscinão, lançado em 2002 pela gravadora Universal Music e disponível no Spotify, para quem tiver curiosidade de ouvir.
Homenageado em 10 de Junho de 2013, pela Lei nº 5.590, Carlos Roberto de Oliveira – Dicró passou a ser o nome oficial do original Parque Ambiental da Praia de Ramos, que a população carioca sempre chamou carinhosamente de Piscinão de Ramos. Hoje vou contar um pouco da história deste parque que é ambiental, mas principalmente social, e no mês que vem completa 16 anos. Continue lendo

 

Dahir Insaat / Divulgação

O transporte giroscópico da empresa turca Dahir Insaat


7.
Empresa cria veículo que se desloca sobre o trânsito

Por Esquina

A vontade de voar sobre o congestionamento ganhou uma nova interpretação da empresa Dahir Insaat: um equipamento que se eleva do solo e se desloca por trilhos instalados sobre as divisórias das pistas. Chamado de “transporte giroscópico” o modelo lembra um VLT (veículo leve sobre trilhos) que, em vez de trafegar rente ao chão, se move sobre hastes de altura flexível, ocupando o espaço que existe sobre os carros. Ele é movido a energia solar, captada pelos painéis instalados na parte superior. Continue lendo

Unsplash

8. O financiamento da cidade e o urbanismo social

Por Carlos Leite e José Antonio Apparecido Jr.

O menino Brian, oito anos, comia uma coxa de frango com as mãos sujas sentado numa pinguela de madeira que balançava a cada dentada, ameaçando cair sobre o córrego fétido onde ratazanas de tamanhos das pernas de Brian aguardavam ansiosamente pelos restos do frango. Enquanto isso, seus pais trabalhavam na sempre borbulhante rua 25 de Março, centro de São Paulo. Chegariam em casa (o barraco de madeira sobre o córrego) às 20h, após uma pequena viagem de 20 km — distância do centro ao Jardim Lapena, favela na Zona Leste, onde “moram”. Aliás, ali não nem infraestrutura urbana, nem trabalho. Continue lendo

Ricardo Freire / Estadão

Balneário Camboriú


9.
Balneário Camboriú: sucesso ou catástrofe urbana?

Por Anthony Ling

Os edifícios mais altos do Brasil não estão sendo construídas nas grandes metrópoles como São Paulo ou Rio de Janeiro, mas em Balneário Camboriú. O edifício Millenium Palace, já inaugurado, tem 186 metros de altura, e a cidade assiste à construção de mais dois edifícios, Infinity Coast e Yatchouse, de 240 e 275 metros de altura, respectivamente. Como comparação, o Mirante do Vale, edifício mais alto de São Paulo, mede “apenas” 170 metros. Essa nova característica, que deu à cidade do litoral de Santa Catarina o apelido de “Dubai brasileira”, tem sido alvo de controvérsias. Continue lendo

 

Tiago Moreira


10.
Um parque sonhado para o terreno do Jockey Club de São Paulo

Por Ricardo Cardim

São Paulo foi três cidades em um século, como sabiamente disse o professor Benedito Lima de Toledo em seu livro. Nessa dinâmica de ocupação sem respiro sobraram poucas áreas livres e verdes na malha urbana da metrópole. Um desses raros espaços sobreviventes é o enorme terreno do Jockey Club, na beira do finado Rio Pinheiros. Em sua época de ouro, foi um espaço muito apreciado pelos paulistanos, mas foi perdendo sua função social ao longo das décadas e quase desapareceu do cotidiano da população. Hoje, segue entre possibilidades e o alto valor que seus metros quadrados prometem ao mercado imobiliário. Continue lendo

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