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Arte e cultura 29.11.2018 — 7:28 am

5 canções para traduzir os sentimentos da Paulista

Reprodução
Cover de Elvis Presley se apresenta na Paulista
Alberto Bombig é jornalista e editor executivo do Estadão


1.NOSTALGIA

 

 


“Paulista”, Vânia Bastos – Este sucesso cult da dupla Vânia Bastos e Eduardo Gudin está para a avenida Paulista como Garota de Ipanema está para o bairro de Ipanema, no Rio. Se não foi um sucesso estrondoso quando lançada nos anos 80, a canção vem ganhando cada vez mais fãs e

significados conforme a avenida e a região se modificam. Na letra, a melancolia pelo fim definitivo dos casarões e pelos amores perdidos cantados num lirismo urbano tipicamente paulistano. O verso inicial é de morrer: “Na Paulista / os faróis já vão abrir / e um milhão de estrelas prontas pra explodir / meu amor”.

2. DIVERSIDADE

 

“John, I’m Only Dancing”, David Bowie – O cantor e compositor inglês, morto em 2016, pode ser considerado a encarnação do espírito da avenida Paulista. Inquieto, inovador, camaleônico e provocativo. No final dos anos 60, ele sacudiu o cena musical com a temática desta canção. Ela fala de uma amor homossexual, bem ao gosto da Parada Gay que todos os anos leva milhões de pessoas à Paulista : “Oh senhor, oh senhor / você sabe eu preciso de algum amor / oh me mova, me toque / John, eu só estou dançando”.

 

 

3. ATIVISMO

 

“Clube da Esquina, n 2″, Lô Borges – A Paulista se tornou palco das grandes manifestações e de todas as formas de ativismo urbano. Este clássico faz parte do sensacional, antológico e mitológico álbum Clube da Esquina (olha o Esquina aqui, gente!), interpretado por Lô Borges. É uma espécie de hino atemporal dos protestos de rua:”O rio de asfalto e gente / Entorna pelas ladeiras / Entope o meio fio / Esquina mais de um milhão / Quero ver então a gente”.

 

4.LUXO (E LIXO)

 


“Fly me to the Moon”, Frank Sinatra – Um dos símbolos do glamour da avenida, o hotal Maksoud Plaza foi palco da única apresentação de Frank Sinatra em São Paulo em 1981. Na plateia, celebridades e milionários em geral. O bar do local até hoje tem seu nome em homenagem à lenda da canção norte-americana, Frank Bar. Para a Paulista, o céu é o limite: “Me faça voar para a lua / e me deixe brincar entre as estrelas”.

 

5. ESTILO

 

“Suspicious Mind”, Elvis Presley – Os covers do Rei do Rock foram pioneiros do estilo “we play for tips”, a música de rua, na avenida Paulista. Atualmente, bandas de vários estilos dividem o espaço público, principalmente aos domingos, em busca da atenção do público. Vida longa à avenida e aos músicos de rua: Oh, deixe nosso amor sobreviver: “Ou seque as lágrimas dos seus olhos / Não vamos deixar uma boa coisa morrer”.

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