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Arquitetura 30.08.2018 — 8:09 am

Milionária reclusa que só fala por fax encomenda prédio que dança

Reprodução
Edifício em Zurique do arquiteto Manuel Herz

Em Zurique, um novo edifício vem chamando a atenção não pela forma, mas pela coreografia. Com balcões que se abrem e se fecham, o prédio parece estar dançando. Quando fechado, é um cubo metálico bege opaco. Mas pode ganhar balcões multicoloridos de alumínio e aço que surgem como pétalas se abrindo.

A obra, batizada de Ballet Mécanique, ou balé mecânico, é projeto do arquiteto suíço Manuel Herz para uma cliente misteriosa. Foi encomendado por Katrin Bechtler, uma herdeira têxtil reclusa que se só comunica com o mundo exterior por fax. Mesmo hoje, em 2018, seu site não exibe número de telefone para contato, apenas de fax.

Ela é dona de uma fundação de arte de vanguarda chamada ChemicalMoonBaby, sediada em uma mansão do século XIX e que fica no mesmo terreno do recém-inaugurado prédio dançante. A função do prédio é justamente oferecer uma receita extra para a fundação, a partir da locação de suas cinco unidades residenciais. O curioso da história é que somente a fachada articulada encareceu a construção do edifício em 1 milhão de dólares.

Cada unidade tem de 80 a 110 metros quadrados e se abre independentemente das demais em tons de vermelho, laranja e azul, contrastando com o estilo sóbrio da vizinhança.

Ballet Mécanique leva o mesmo nome do filme pós-cubistade 1924 de Fernand Léger, com o mesmo esforço de investir em uma atmosfera de arte, excentricidade e de certo espanto também.

Mariana Barros

Fachada com os balcões recolhidos do Ballet Mécanique

 

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